Sobre ser forte

A palavra-chave do momento pra mim é “aceitação”! Incorporei várias coisas que estavam na cabeça e que agora passaram pro resto do corpo. Acho que tá tudo fluindo melhor. Meu espírito é realmente mais livre e sou mesmo mais “visionária”, não me enquadrando no “padrão de costume” das pessoas. Meu lado “macro” é legal e tenho que encontrar situations, places, people, adventures, things and smiles que entendam e gostem disso. Ah, e que gostem de perninhas em “X” também (hahaha, believe it or not, faz parte do pacote!). Aliás, thanks, Dani!! Teu super shortinho jeans tem grande participação nisso tudo!

Outra coisa que sou e vinha não só não-reconhecendo como fighting against é: forte. Sou forte. Aguento mesmo os trancos. Levo as porradas e levanto. Acho que a minha vida tem muito a ver com esta minha personalidade. Fui afortunada em vários aspectos e eu reconheço isso, então… como não levantar na hora da porrada?? Pô, como não levantar se, em outros momentos (sendo eles a maioria), eu tenho tanta coisa boa? Ficar reclamando, choramingando? Não! Bora pra frente. Ser forte não é nada fácil, apesar dos outros sempre me dizerem que é melhor ser assim. Até acredito, mas believe me too: também dói ser forte. Dói aguentar. Dói pq tem vezes que vc não quer aguentar, que vc quer que cuidem por vc. Dá até preguiça ser forte, mas aí vem a ironia: ser forte é mais forte que a gente. É assim e pronto. O grande lance, a grande sacada que tive há alguns dias foi exatamente sobre isso, sobre o turning point de como me desenvolver e aprimorar este meu lado da força… se me dói ser forte, pq não tentar viver o outro lado? Mostrar a dor? E foi o que fiz. Mostrei. Aliás, escancarei (afinal de contas, o forte não faz pela metade… o outro que se vire pra aguentar o tranco – cada um com seus problemas). Abri mesmo que tava doendo e chorei. Caceta, chorei na frente do outro. E percebi que ali era eu tentando melhorar. Querendo sair da minha zona de conforto, que é ser forte, e mostrar que tenho o lado frágil também. É difícil fazer isso, mas já que sou forte, deveria conseguir, né? Quero me melhorar, não quero ser forte sempre. Ali ficou marcado um dos meus primeiros passos pra sair do meu “easy state of being”. Era eu me mostrando. E quer saber? Foi bom pacas. Dividi com o outro. Percebi que, se tivesse sido “forte” once again, teria ido pra casa com tudo nos meus ombros e meu choro teria sido apenas meu. Foi uma lição legal de se aprender. Aprendi que, acima de tudo, ser forte é saber ser frágil, forte é mostrar que dói, forte é dividir. Esta já foi a lição número 2: ironicamente, aprendi a ser mais forte ainda…

Como dizem: “The whole is greater than the sum of the parts.”, ou seja, eu ser eu inteira é melhor que pela metade. E, mesmo estando pela metade às vezes, conseguimos voltar ao estado inteiro. Este twist de “sou, não quero ser, mas sou e… então ok” me fez perceber que haverá situações nas quais não vou saber lidar bem, vai ser algo novo. Como em tudo onde há mudança, haverá riscos. Riscos trazem consequências. Aí sorrio e penso: “Consequências? Lidarei com elas qdo elas chegarem. Se chegarem…”.

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3 Comments Add yours

  1. Odair Ribeiro says:

    Ju, parabéns pelo seu depoimento! Vou acrescentar aqui a palavra coragem, que tem a ver com meu momento também. Meu processo de mudança envolve uma grande parcela de coragem, e foi isso que você teve ao topar encarar uma mudança, uma quebra de paradigma. Afinal, corajoso não é aquele que pula de paraquedas porque não tem medo, é aquele que tem medo e mesmo assim pula.
    Espero que sua atitude traga uma mudança na sua vida, para melhor. Eu tenho certeza disso.
    Beijos!!

  2. Ana says:

    Como diz Rocky Balboa: “Ninguém vai te bater tão duro como a vida, mas não se trata de bater duro… se trata de quanto você vai aguentar apanhar e seguir em frente, o quanto vai apanhar e seguir tentanto, é assim que se consegue vencer!”

  3. Juliana says:

    sabe o que é dificil aceitar? é dizer: sou fragil.
    pq o forte também se machuca, não é? por isso concordo com vc.
    algumas pessoas me tratavam duramente pq achavam que como eu era forte, não precisavam filtrar certas coisas; podiam dizer a verdade nua e crua.
    mas até os fortes sofrem não é? e descobrimos que em nossas fraquezas e dores podemos nos fortalecer e é isso que nos faz diferente, resiliente.
    por isso, acho que a palavra que te define (além do ‘espontanea’)é RESILIENTE: mulher forte, que aprende com a vida (para o bem ou para o mal)
    te amo, querida amiga (poucas pessoas são tão puras na essencia qto vc é)

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