As 3 mosqueteiras – uma homenagem

Empolgada.

Confiável.

Amorosa.

Idealista.

Assim são as 3 mosqueteiras modernas. Como no conto épico, as 3 mosqueteiras eram, na verdade, 4. Também como no conto, a que seria o Dartagnan (que chega depois no grupo), é justamente a idealista delas. Mera coincidência? Hmmm. Até uma mais mística existe. Tá certo que Aramis era religioso e sonhava ser padre e a nossa mosqueteira em questão não tem nada de freira. Uma Porthos (forte e íntegra) temos também. Já a nossa Athos tem realmente a alma nobre, mas não carrega um terrível segredo – até pq é transparente demais para isso. Como não podia deixar de ser, até o tenebroso Cardenal Richelieu faz parte do conto realista moderno, só que no nosso caso, ele é mais burro que o original. Não por isso deixa de ser menos babaca que o do conto. Usando agora de um senso de humor tão negro de fazer inveja a qualquer inglês, até uma quase espada temos neste relato! Outro dia uma delas fez uso de um objeto pontiagudo e cortante em momento de necessidade. Pena não ter sido contra o pérfido Cardenal – como no conto, ele estava escondido atrás das suas pilastras fortes. Elas bem que tentam brigar com o Cardeal, mas por ser uma estória realista, o malvado ainda não caiu. Um dia, quem sabe…

Como são modernas, duas poderiam ser confundida com Patricinhas, uma com Peruete e a outra com Estrangeira gélida. Tudo errado. “Não julgue o livro pela capa.” Apesar de serem exatamente tão patetas quanto os originais, as 4 são também realistas demais. Sabem bem que, lá no fundo, não existe tanto assim em comum entre elas e talvez seja justamente  este o motivo da união. Desenvolveram um entendimento uma da outra que não precisa de explicação. Não cabe exigência no quarteto. O respeito que criaram uma pela outra e a admiração nutrida pelas qualidades acima listadas as deixam tranquilas para poderem ser feliz e também se mostrarem frágeis umas com as outras. Chegou ao belíssimo nível de um olhar dizer tudo e até de tentarem previnir alguma situação pela outra. As risadas sem que ninguém mais as entenda são inúmeras. As piadinhas internas permanecerão assim, pois há coisas que são melhores se deixadas como estão.  

Eu sou uma delas. Sou a Dartagnan dos tempos modernos por ser teimosa e leal, idealista e até infantil.  Por acreditar em amizade eterna, como o mais jovem do quarteto de Dumas. “Uma por todas e todas por uma!”

Para J (que, na verdade, é C), G (que é A) e L.

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4 Comments Add yours

  1. Lidiane says:

    AMEIII! 🙂

  2. Od says:

    Acho que eu nunca viajei tanto num post como nesse, mas tá valendo hahaha
    Deve ser mais legal pra quem está no contexto 🙂
    De qualquer forma, legal mesmo a mensagem da amizade, eu concordo 100%
    Bjs!!!

  3. Ana says:

    Mimimi…
    Mimimi mi mimimimi mimimi. Mi mimi mimi mimi… mimi mi mimi, mimimi mimimi mi mimi!!!

    Ok… ok… aih vai a traducao! rs
    Adorei a reinventada fabula. Nos somos assim mesmo… loucas e santas, amigas acima de tudo!
    Saudades!

  4. Carla says:

    AMEI! 4ever…hahahaha. Realmente somos assim, mas são as diferenças que nos completam. I will miss you here! Nos veremos sempre hein!
    beijão

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